
Este não é, de modo algum, um filme sobre envelhecer no sentido mais simplista do termo. É antes um retrato de um mundo que impõe padrões sufocantes ao feminino — e de como esses padrões moldam, contêm e, por vezes, mutilam o destino de gerações distintas de mulheres.
The Last Showgirl é um drama estadunidense de 2024, dirigido por Gia Coppola e escrito por Kate Gerste , um filme que se se infiltra na intimidade de um universo de dançarinas de idades variadas, unidas pela fragilidade e resistência que advêm de viver num cenário profundamente desigual. A veterana do palco Shelly (interpretada por Pamela Anderson) convive com jovens colegas de espetáculo, cada uma delas lidando com expectativas, frustrações e decisões que remontam a dores e desejos cotidianos.
A presença de Anderson, com sua trajetória tão marcada por padrões midiáticos, torna o filme ainda mais simbólico: o que ela representa como ícone explorado, ecoa em cada gesto e olhar de Shelly. É quase impossível não sentir comoção ao acompanhar o grito silencioso de uma mulher cansada de estar presa a convicções alheias, de sentir que sua potência autêntica foi soterrada.
Por que vale a pena assistir (e refletir)
O filme convida a olhar para a invisibilidade imposta ao corpo feminino conforme o tempo avança, especialmente quando esse corpo foi também objeto de espetáculo. Ao criar contrapontos entre mulheres em fases diferentes da vida. O filme nos convida a lembra que o peso dos padrões atravessa gerações.
Além disso, a atuação da atriz Pamela Anderson ganha densidade à medida que ela acolhe a fragilidade, a raiva e a complexidade emocional de Shelly.
O final de semana está chegando e nada melhor do que aproveitar com uma tigela de pipoca, criando aquela atmosfera de cinema no aconchego de casa. Sentado no sofá, relaxando, deixando o tempo correr devagar, é o momento perfeito para maratonar séries, assistir a um bom filme ou simplesmente curtir a tranquilidade e recarregar as energias.”
Se você aprecia filmes como eu, acrescente no seu Playlist porque — A Última Showgirl merece um lugar na sua lista.
E me conta: você vai assistir?
Qual plataforma assitir?
HBO MAX
Moni Praddo é jornalista, colunista, comunicadora e escritora apaixonada por palavras e encontros. Cronista e palestrante, também atua como terapeuta cognitivo-comportamental e musicoterapeuta formada pela Universidade Católica do Salvador (UCSAL). Pós-graduada em comunicação e semiótica pela Universidade Iguaçu (UNIG). Entre viagens, livros, pesquisas e eventos, sempre com um bloquinho na mão, busca compreender o mundo e, acreditando que a vida pulsa de forma coletiva. Ativista literária e ambiental, defende a escrita como ferramenta de transformação social e como ponte para tocar a alma das pessoas.









