A prefeita Emília Corrêa assinou na tarde desta terça-feira (14), a ordem de serviço para a requalificação da Praça General Valadão, no Centro da capital, e para a implantação da Ilha dos Ambulantes. Com investimento de R$ 1.703.794,61 (um milhão, setecentos e três mil, setecentos e noventa e quatro reais e sessenta e um centavos), a intervenção integra o programa Centro Vivo, iniciativa da Prefeitura voltada à revitalização da região central, à valorização do patrimônio histórico e ao fortalecimento da atividade econômica.
O projeto foi elaborado com foco na preservação da identidade histórica da praça, considerada um dos espaços mais simbólicos da formação de Aracaju, conciliando requalificação urbana, acessibilidade e reorganização do comércio informal.
Entre as intervenções previstas estão a implantação da Ilha dos Ambulantes, a renovação do piso com desenho inspirado no tradicional tabuleiro de xadrez do Quadrante de Pirro, novo paisagismo, revitalização dos canteiros e a construção de uma travessia elevada ligando a praça ao tradicional Beco dos Cocos. Também será implantado um monumento que identificará oficialmente o Marco Zero de Aracaju, reforçando o valor histórico e turístico do local.
Ao assinar a ordem de serviço, a prefeita Emília Corrêa destacou que a obra representa mais uma etapa do processo de revitalização do Centro da cidade. “Essa obra faz parte do Centro Vivo, projeto que está devolvendo vida ao coração de Aracaju. Estamos resgatando a nossa história, valorizando o patrimônio cultural e tornando o Centro mais bonito, organizado e acolhedor para moradores, comerciantes e visitantes. A Praça General Valadão é um símbolo da cidade e merece esse cuidado”, afirmou.
A intervenção tem como objetivo devolver à população um espaço de convivência mais qualificado, impulsionar o turismo, fortalecer a atividade econômica e oferecer melhores condições de trabalho aos comerciantes ambulantes que atuam na região.
O presidente da Empresa Municipal de Obras e Urbanização (Emurb), Sérgio Guimarães, ressaltou que o projeto alia preservação histórica e desenvolvimento urbano.
“Estamos qualificando um espaço que representa o Marco Zero da cidade, promovendo mais organização, acessibilidade e melhores condições para a atividade comercial, ao mesmo tempo em que preservamos um importante patrimônio urbano. É uma obra que fortalece o Centro e impulsiona o desenvolvimento econômico e turístico da capital”, destacou.
Já o presidente da Empresa Municipal de Serviços Urbanos (Emsurb), Hugo Esoj, enfatizou que a implantação da Ilha dos Ambulantes representa mais uma ação de inclusão e valorização dos trabalhadores do comércio informal.
“Os comerciantes que hoje atuam na região do Hotel Palace passarão a contar com um espaço adequado, organizado e estruturado para desenvolver suas atividades. Assim como fizemos com os feirantes e comerciantes do setor de hortifrúti, buscamos oferecer mais dignidade, segurança e melhores condições de trabalho para quem vive do comércio informal”, afirmou.
Atualmente, a Praça General Valadão abriga o Centro Cultural de Aracaju, importante equipamento voltado à promoção das artes, do cinema e do teatro. Para o secretário municipal da Cultura, Paulo Corrêa, a requalificação fortalecerá ainda mais a vocação cultural do espaço.
“A praça já recebe feiras, festivais e diversas manifestações culturais ao longo do ano. Com a implantação do monumento que identificará oficialmente o Marco Zero de Aracaju, ela ganhará um novo atrativo para moradores e turistas, fortalecendo a conexão da população com a história da cidade”, ressaltou.
Representando o setor produtivo, o diretor da Associação Comercial e Empresarial de Sergipe (Acese) afirmou que a intervenção contribuirá para impulsionar o comércio e recuperar a dinâmica econômica da região central. “Essa é uma obra aguardada há muitos anos. Ela melhora a mobilidade, qualifica os espaços públicos e fortalece o comércio, ajudando a trazer novamente as pessoas para o Centro Histórico de Aracaju”, disse.
Marco da história da capital

Inserida no chamado Quadrante de Pirro, traçado urbanístico que deu origem a Aracaju em 1855, a Praça General Valadão ocupa posição de destaque na história da capital. Embora o projeto original da cidade tenha partido da atual Praça Fausto Cardoso, a General Valadão consolidou-se como o principal núcleo de desenvolvimento econômico da nova capital, razão pela qual é reconhecida como o Marco Zero de Aracaju.
Esse protagonismo foi impulsionado pela antiga Alfândega — atual Centro Cultural de Aracaju —, responsável por concentrar a movimentação de mercadorias transportadas pelo Rio Sergipe. Ao longo do tempo, o entorno da praça reuniu importantes equipamentos históricos e culturais, como a antiga Cadeia Pública, o Hotel Palace, o Beco dos Cocos e o Edifício Maria Feliciana, consolidando-se como um dos espaços mais emblemáticos da memória e da identidade aracajuana.
Fonte: AAN








