Por David Portugal
As últimas polêmicas envolvendo Rodrigo Valadares e o PL em Sergipe levantam uma pergunta que não pode ser ignorada:
Quem, afinal, está sendo priorizado pelo partido?
Enquanto candidatos ligados ao projeto de Direita enfrentam dificuldades para obter estrutura e recursos, os maiores beneficiados dentro do PL em Sergipe estariam justamente entre aqueles que possuem proximidade com o grupo político do governador Fábio Mitidieri. Em especial Diná Almeida que recebeu 3 milhões de reais e Luciano Pimentel, ambos que declararam publicamente votar em Fábio Mitidieri que detém o palanque de Lula em Sergipe.
E isso precisa ser explicado com transparência. Também não se sustenta o argumento de Rodrigo Valadares que Ricardo Marques e outros candidatos não receberiam recursos porque o desempenho eleitoral deles não justificaria o investimento.
Se esse fosse realmente o critério, da executiva nacional, como explicar os milhões destinados pelo PL a candidaturas no Nordeste como as de Efraim Filho que recebeu quase 7 milhões de reais e Álvaro Díaz, tendo recebido 3 milhões de reais. Ambos candidatos que pontuam próximos aos números do próprio Ricardo Marques em pesquisas eleitorais.
Ricardo Marques é um dos três palanques do Bolsonaro aqui no Nordeste. O problema não é defender que todo candidato receba o mesmo valor. É defender critérios claros, objetivos e republicanos.
Se existe uma regra, que ela seja apresentada. Se existe um critério de desempenho, que ele seja aplicado a todos. Se existe uma estratégia eleitoral, que ela seja explicada aos candidatos e, principalmente, aos eleitores bolsonaristas.
O que não pode acontecer é um discurso para justificar a falta de recursos para alguns enquanto outros, politicamente mais próximos do governador Fábio Mitidieri recebem tratamento completamente diferente.
E quem disputa uma eleição precisa saber exatamente quais são as regras do jogo. O PL em Sergipe deve essa explicação não apenas aos seus candidatos, mas aos milhares de sergipanos que esperam uma política diferente.
Porque, quando o critério muda conforme o candidato, deixa de ser estratégia. Passa a ser escolha política.
E quem pode explicar a razão dessa escolha é o presidente do Partido Liberal em Sergipe, está havendo uma sabotagem da candidatura de Ricardo Marques? O Projeto do PL em Sergipe é realmente em favor da Direita ou de outro grupo político?









