Moradores do São Brás acionam Vigilância Epidemiológica após surgimento de caramujo africano em terreno baldio

Na manhã desta segunda-feira, 6, a equipe técnica da Vigilância Epidemiológica da Secretaria Municipal da Saúde (SMS) esteve no bairro São Brás, em Nossa Senhora do Socorro, para averiguar a presença do caramujo africano em um terreno baldio. A ação foi motivada por uma solicitação feita por moradores, preocupados com a proliferação do molusco na região.

Apesar da aparência inofensiva, o caramujo africano é um vetor de doenças, como infecções gastrointestinais e um tipo raro de meningite causada por vermes, que pode provocar inflamações graves no cérebro e no sistema nervoso. Com a chegada das chuvas, o ambiente se torna mais propício para sua reprodução, o que aumenta a incidência em áreas residenciais.

De acordo com o supervisor geral de endemias do município, Wyder Luiz Bispo, é fundamental que a população saiba como agir corretamente diante do aparecimento do animal. “Fomos acionados por moradores do São Brás e estivemos no local para orientar sobre o recolhimento e descarte seguro dos caramujos. É importante não esmagar, nem jogar sal, pois isso pode agravar o problema. Dentro de um único caramujo podem existir de 70 a 80 ovos, o que favorece a infestação. Reforçamos que não realizamos a coleta do caramujo africano, mas atuamos com ações educativas, prestando orientações e distribuindo materiais informativos à população”, explicou.

Vigilância ativa

A moradora Amanda Aragão, que vive há nove anos na região, foi quem acionou a Vigilância Epidemiológica ao notar o aumento da presença dos caramujos em sua residência. “Todo inverno eles aparecem e começam a subir pelas paredes. Os menores já estavam entrando dentro de casa. Tenho uma mãe idosa e fiquei com medo. Não sabia como eliminar sem risco, então pedi ajuda. Agora sei como agir de forma segura. A equipe veio e nos orientou direitinho”, contou.

Como eliminar o caramujo de forma segura

Para eliminar o caramujo africano de forma segura, a recomendação é utilizar luvas ou sacolas plásticas para o manuseio, evitando o contato direto com o animal. Em seguida, os caramujos devem ser colocados em um recipiente ou sacola contendo cal virgem. O descarte deve ser feito em uma lixeira ou buraco com cerca de 20 centímetros de profundidade, onde se despeja mais cal por cima, cobre-se com terra e enterra-se todo o material

É importante não utilizar sal nem esmagar os moluscos, pois essas práticas favorecem a liberação de muco, que pode conter agentes causadores de doenças, além de contaminar o solo.

Como notificar 

A população pode e deve entrar em contato com a Vigilância Epidemiológica sempre que identificar focos de caramujos ou tiver dúvidas sobre como agir. A equipe está preparada para prestar esclarecimentos e contribuir para a prevenção de riscos à saúde pública. O atendimento é realizado de segunda a sexta-feira, das 8h às 14h, por meio do telefone (79) 99943-9392 ou pelo e-mail saude.vigilanciaepidemiologica@socorro.se.gov.br

Fonte: Secom Socorro

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