Jornalista e escritora baiana Moni Praddo é destaque na Coletânea “Novas Vozes da Literatura Brasileira

“E, no entanto, talvez o verdadeiro encontro seja esse: saber amar a si próprio é o que dá a capacidade de amar de forma incondicional.”O trecho acima compõe a crônica “Amor incondicional: A viagem ao coração”, assinada pela jornalista e escritora Moni Praddo , uma das obras que integram a antologia Novas Vozes da Literatura Brasileira.

A coletânea de crônicas reúne a Jornalista e poeta Moni Praddo e outros 25 escritores de diferentes territórios do país. O grupo de coautores é formado por: Adriel Dinelli, Alcemi Barros, Aldirene Máximo, Angelica Lopes, Bruna Vaness, Carissími, João, Daniel Soares Filho, Débora Camila Brasil, Elenice Lira, Fátima Pereira, Felippe Santos, Gustavo Tamagno Martins, Káthia Gregório, Lara Lawall, Marcelo do Rêgo, Bastos Lapenda, Maurício Lucas, Myrian Vianna, Ornella Otoni, Patrícia Rodrigues, Roberta Del Carlo, Rosângela Soares, Shirlei Jussara Ferrer, Ueslei Marcos Nunes e Vilma Gonçalves.

Volume foi idealizado e planejado pelo coletivo literário Aspas Duplas, sob a coordenação de Rafael Caputo.

Bastidores do Projeto: Entrevista com Rafael Caputo

Rafael Caputo, responsável por organizar a Coletânea, detalhou o processo de seleção dos textos e os objetivos do coletivo com o lançamento. Confira:

1) Qual foi a principal motivação para reunir escritores de diferentes regiões do país em um único projeto?

Rafael Caputo: Sempre acreditei que a literatura brasileira é muito maior do que aquilo que costuma ocupar as vitrines e os grandes centros. Reunir escritores de diferentes regiões do país é uma forma de mostrar a riqueza da nossa diversidade cultural, dos nossos sotaques, paisagens, memórias e formas de contar histórias. O objetivo é construir uma verdadeira fotografia literária do Brasil contemporâneo, dando espaço para vozes que, muitas vezes, permaneceram ou permanecem invisíveis. Mais do que publicar livros, queremos criar encontros, aproximar pessoas e provar que a boa literatura nasce em qualquer lugar do país. Como costumo dizer: não publicamos livros, realizamos sonhos!

2) Como você enxerga o momento atual da literatura brasileira independente?

Rafael Caputo: Vejo este como um dos momentos mais promissores da literatura independente brasileira. Ninguém precisa pedir permissão para ser um escritor, simples assim! E nunca houve tantos autores escrevendo, publicando e encontrando seus leitores por conta própria. As ferramentas de autopublicação e as redes sociais democratizaram o acesso ao mercado editorial, permitindo que excelentes obras chegassem ao público sem depender exclusivamente das editoras tradicionais. Já vimos esse mesmo movimento acontecer na indústria da música com Justin Bieber, Shawn Mendes, Dua Lipa entre outros… No Brasil, Tiago Iorc e Ana Vilela ampliaram o seu público com vídeos postados no Youtube, por exemplo. Ao mesmo tempo, esse crescimento traz o desafio de dar visibilidade aos bons trabalhos em meio a uma produção cada vez maior. Voltando à literatura, é justamente nesse cenário que iniciativas coletivas ganham importância: elas fortalecem os escritores, criam redes de apoio e mostram que a literatura independente não é uma alternativa menor, mas um dos principais motores da renovação da literatura brasileira. Tem espaço para todo mundo, essa é a verdade. Otimista, eu? Muito. Viva a Literatura!

O olhar sutil da escrita

A pluralidade buscada pelo coletivo se reflete também na experiência individual dos participantes. Para Moni Praddo, despertar o gosto pela escrita tem algo de improviso e imprevisibilidade: é preciso “viajar numa experiência imaginária, escutar e esperar pacientemente até que a palavra ganhe corpo no papel”, sem se desprender do “espaço invisível e silencioso” da criação.

A autora destaca o impacto de integrar a obra coletiva: “É uma honra, uma satisfação e uma alegria participar dessa experiência literária enriquecedora, que abre portas para novos autores e leitores e toca, através da escrita, outras mentes e corações.” Para ela, publicar é também um ato de conexão: “Sinto-me parte dessa gota cósmica, transmitindo, pelas palavras, uma ligação com a essência das coisas, com reflexões e com um olhar sutil sobre o mundo. É um toque delicado, que contribui para o incentivo à poesia em sua totalidade.”

Serviço

A coleção Novas Vozes da Literatura Brasileira 2026 – Crônicas já está disponível para aquisição. Os exemplares podem ser adquiridos pelas plataformas independentes Clube de Autores (clubedeautores.com.br) e Uiclap (loja.uiclap.com).

Moni Praddo
Jornalista/Escritora/comunicadora
@monipraddo / mppride8@gmail.com

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