Ao som de muito forró e arrocha, a sétima noite do Forró Caju 2026 reuniu mais de 23 mil pessoas na Praça Hilton Lopes, registrando o maior público da festa até o momento. Nesta quinta-feira, 25, o palco Luiz Gonzaga recebeu Erivaldo de Carira, referência do forró pé de serra; Pablo, um dos principais nomes do arrocha; Mestrinho, destaque da nova geração do forró tradicional; e a banda Calcinha Preta, um dos maiores ícones do forró eletrônico. A diversidade de ritmos e grandes atrações embalou uma multidão e consolidou mais uma noite de sucesso do maior São João à beira-mar do Brasil.
Abrindo a programação, Erivaldo de Carira levou ao público o autêntico forró pé de serra. Com mais de 50 anos de carreira, o cantor destacou sua ligação histórica com o evento. “Para mim é muito importante estar mais um ano no Forró Caju, porque participo desde a primeira edição. É motivo de muita alegria, honra e carinho cantar aqui e levar o melhor do forró”, afirmou. O artista acrescentou que preparou um repertório especial para a apresentação. “Vamos fazer essa mistura de forró e entregar ao Forró Caju o melhor que tem do sertão ao sul do Nordeste.”
Na sequência, Pablo subiu ao palco levando seus maiores sucessos do arrocha e da sofrência. O cantor baiano destacou a relação afetiva que mantém com Sergipe. “Quando estou aqui me sinto em casa. Aracaju é uma cidade acolhedora, e tenho raízes em Sergipe por parte da família do meu pai. Cantar aqui me faz voltar à infância”, disse.
O artista também elogiou a receptividade do público aracajuano. “Aracaju me coloca em um patamar maravilhoso. Quando subo nesse palco e vejo o público cantando junto comigo, recebo um grande presente. É uma alegria voltar e cantar para esse povo.” Para Pablo, a diversidade musical é uma das grandes marcas do São João. “A beleza de eventos como esse é justamente a diversidade. Minha música fala de sentimentos e das histórias das pessoas. O amor sempre encontra espaço, independentemente da época do ano”, ressaltou.
Representando a força do forró tradicional, Mestrinho emocionou o público ao se apresentar na mesma noite que seu pai, Erivaldo de Carira. “É uma honra enorme tocar no mesmo dia que meu pai. Fiquei sabendo que ele fez um showzaço, e dividir essa noite com ele é muito especial”, afirmou. O cantor sergipano também destacou a alegria de voltar à terra natal. “Estou muito feliz por retornar a Sergipe e ao Forró Caju, um palco de que gosto muito. É uma oportunidade de reencontrar minha família, meus amigos e meus conterrâneos.”
Encerrando a programação, a banda Calcinha Preta levou ao palco um repertório repleto de sucessos, como Mágica e Hoje à Noite. Integrante mais antigo do grupo, Daniel Diau destacou o carinho do público sergipano.
“Aracaju mora no nosso coração. Por onde passamos pelo Brasil, encontramos pessoas que acompanham nossa trajetória”, disse. O’hara Ravick também celebrou o retorno da banda ao Forró Caju. “Tem que ter Calcinha Preta no Forró Caju. O público espera por isso, e nós também. Estamos muito felizes por tocar em casa e tenho certeza de que o público vai curtir o show do começo ao fim”, afirmou.
Já Mika Rodrigues, que ingressou na banda em novembro de 2025, fez sua estreia no palco Luiz Gonzaga. “É a minha primeira vez no Forró Caju e me sinto muito honrada em participar de um evento tão grandioso. Tenho certeza de que será uma noite linda e mágica”, declarou.
Fonte: AAN








