Com R$ 298,3 milhões, BNDES amplia aprovações de crédito para Sergipe

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) ampliou as aprovações de crédito para Sergipe no 1º semestre de 2026, alcançando R$ 298,3 milhões. O valor aprovado para o estado foi 574,4% superior ao mesmo período de 2025 (R$ 44,2 milhões). 

Os recursos aprovados atenderam todos os setores da economia, como infraestrutura (R$ 200,1 milhões), comércio e serviços (R$ 47,3 milhões), agropecuária (R$ 34,2 milhões) e indústria (R$ 16,7 milhões). Micro, pequenas e médias empresas foram responsáveis por R$ 280,4 milhões do crédito aprovado, crescimento de 545,2% em relação a 2025 (R$ 43,5 milhões).

O volume de recursos desembolsados pelo BNDES para Sergipe foi de R$ 203,3 milhões neste 1º semestre, aumento de 414,5% ante 2025. Os dados são do resultado do 1º semestre do BNDES, divulgado na última quarta-feira (12).

“Os números mostram a presença de operações de crédito do BNDES em diversos setores da economia, como agronegócio, indústria, infraestrutura, comércio e serviços. Os dados também registram a participação das micro, pequenas e médias empresas (MPMEs) entre os beneficiários dos financiamentos no período. Em Sergipe, além de apoio ao fortalecimento da agricultura familiar no semi-árido, o BNDES está apoiando o Viva Sergipe, que inclui a modernização, revitalização e fortalecimento de equipamentos culturais e a promoção das cadeias de turismo, da cultura e do artesanato no estado”, afirma Aloizio Mercadante, presidente do BNDES. 

Nordeste

As aprovações de crédito para a Região Nordeste alcançaram R$ 10,8 bilhões no 1º semestre de 2026, valor 184,3% superior ao realizado no mesmo período de 2025 (R$ 3,8 bilhões). Os valores aprovados neste semestre atenderam diferentes setores, como infraestrutura (R$ 5,9 bilhões), comércio e serviços (R$ 2,1 bilhões), indústria (R$ 1,7 bilhão) e agropecuária (R$ 1,1 bilhão). Do total das aprovações, R$ 5,2 bilhões foram para micro, pequenas e médias empresas, ante R$ 2,3 bilhões no período anterior, acréscimo de 127%. O volume de desembolso chegou a R$ 9 bilhões, ante R$ 6,3 bilhões no mesmo período de 2025.

Nacional

O BNDES registrou lucro recorrente de R$ 9,2 bilhões no primeiro semestre de 2026, alta de 25% em relação ao mesmo período de 2025. No acumulado de 12 meses, o lucro recorrente chegou a R$ 17,1 bilhões, recorde histórico da instituição. Os resultados financeiros, divulgados nesta quarta-feira (12), também revelaram que o BNDES atingiu pela primeira vez na história ativos totais de R$ 1,05 trilhão, além do recorde histórico de R$ 181 bilhões no Patrimônio Líquido, reflexo da sustentabilidade e da solidez do Banco.

O desempenho operacional da instituição também segue com resultados robustos, com valores de consultas, aprovações e desembolsos superando as marcas dos últimos anos. O total de aprovações de crédito e operações garantidas aumentou 19% ante primeiro semestre de 2025, com injeção de crédito de R$ 154 bilhões, sendo R$ 43,4 bilhões em garantias.

As aprovações de crédito somaram R$ 110,6 bilhões, aumento de 52% ante 1º semestre de 2025. Os maiores crescimentos foram observados no crédito à infraestrutura (+ 91%) e agropecuária (+ 46%), somando R$ 46 bilhões e R$ 24,8 bilhões, respectivamente. Os créditos ao comércio e serviços somaram R$ 17,3 bilhões (+ 27%) e à indústria R$ 22,5 bilhões (+ 24%).

O apoio às MPMEs alcançou R$ 108,2 bilhões nos primeiros seis meses deste ano, maior valor da história para o período, com alta de 22% sobre 2025 (R$ 88,8 bilhões).  As garantias prestadas por fundos garantidores em operações realizadas por agentes financeiros alcançaram R$ 43,4 bilhões, enquanto as aprovações de crédito somaram R$ 64,8 bilhões.

O volume dos desembolsos do BNDES alcançou R$ 74,8 bilhões no semestre, aumento de 37% em relação ao mesmo período de 2025, garantindo a continuidade do crescimento da carteira expandida. As consultas aumentaram 72% em relação ao primeiro semestre de 2025, totalizando R$ 237,7 bilhões.

A inadimplência da instituição, de 0,05% (90 dias), permanece expressivamente inferior à do Sistema Financeiro Nacional (4,68% geral e 0,66% para grandes empresas em junho de 2026).

Fonte: Agência BNDES

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