Nossa Senhora do Socorro mantém médio risco de infestação no 2º LIRAa de 2026

A Prefeitura de Nossa Senhora do Socorro, por meio da Secretaria Municipal da Saúde (SMS), divulga o resultado do segundo Levantamento Rápido de Índices para Aedes aegypti (LIRAa) de 2026. O município permanece classificado como de médio risco de infestação, mantendo o mesmo índice registrado no levantamento anterior.

O estudo identificou Índice de Infestação Predial (IIP) de 1,0%, repetindo o resultado do 1º LIRAa deste ano. Apesar da estabilidade no indicador geral, o novo levantamento revela alterações na distribuição das áreas entre os níveis de risco.

Os dados mostram aumento no percentual de localidades em alto risco, que passou de 3,4% para 10,4%. Em contrapartida, houve redução nas áreas classificadas como médio risco, de 27,6% para 17,2%, e crescimento das regiões de baixo risco, que passaram de 69,0% para 72,4%.

De acordo com a coordenadora da Vigilância Epidemiológica (Viep) do município, Viviane Correia, a manutenção do índice exige atenção contínua. “Mesmo com o índice geral estável, os dados mostram mudanças importantes na distribuição do risco entre os bairros. Seguimos intensificando o monitoramento e as ações de controle, especialmente nas áreas com maior índice. É fundamental que a população continue colaborando, eliminando possíveis criadouros e adotando medidas preventivas no dia a dia”, destacou Viviane.

Distribuição por bairros

Entre as localidades classificadas como alto risco, estão: Taiçoca de Dentro, Guajará e Palestina. Já os bairros Cajueiro, Novo Horizonte, Albano Franco, Marcos Freire I e Marcos Freire III aparecem na faixa de médio risco.

A maior parte do município permanece em baixo risco, incluindo regiões como Parque dos Faróis, Piabeta, Fernando Collor, João Alves, Parque Nossa Senhora de Fátima, Taiçoca de Fora, Jardim, Marcos Freire II, Pai André, Santa Cecília, Palmares, Sobrado, Sede, Porto Grande, Mutirão, Maria do Carmo, Vanúzia Franco, entre outras localidades.

Principais focos

A análise dos criadouros reforça que o principal desafio continua sendo o armazenamento inadequado de água, responsável por 74,2% dos focos identificados.

Outros 19,4% estão relacionados a depósitos móveis, como vasos, frascos, pratos e garrafas. Já os depósitos fixos, como ralos, sanitários em desuso e piscinas não tratadas, correspondem a 3,2%, mesmo percentual observado em pneus, sucatas e outros materiais.

Prevenção contínua

Diante do cenário, a Secretaria Municipal da Saúde reforça a importância da participação da população no combate ao mosquito. Medidas simples, como manter reservatórios bem vedados, eliminar recipientes que acumulam água e manter ambientes limpos, são essenciais para evitar a proliferação do Aedes aegypti.

O LIRAa segue como ferramenta estratégica para direcionar ações e fortalecer o enfrentamento às arboviroses, como dengue, zika e chikungunya, no município.

Fonte: Secom Socorro

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