Usuários da Unimed/SE enfrentam caos no atendimento: É hora de respostas

Na última semana, publiquei em minhas redes sociais um vídeo gravado na urgência da Unimed Sergipe, onde dezenas de usuários enfrentavam longas filas apenas para conseguir uma senha de atendimento. A cena era preocupante: idosos, pessoas com mobilidade reduzida, algumas com pernas enfaixadas, aguardavam em pé, em um ambiente visivelmente sobrecarregado.

Como jornalista e também como cliente conveniada da Unimed há quase 28 anos, não pude me omitir diante do que vi. A situação, no mínimo, é alarmante.

O vídeo que divulguei alcançou quase 3 mil visualizações e gerou dezenas de comentários de outros usuários, todos relatando experiências semelhantes ou até piores. As principais queixas giram em torno das mudanças repentinas e mal comunicadas no convênio, entre elas o cancelamento de parcerias com unidades hospitalares e clínicas médicas, justamente em um momento em que o hospital da própria Unimed/SE encontra-se em reforma.

A pergunta que fica é: por que suspender parcerias essenciais antes da conclusão das obras do hospital próprio? A estrutura atual da urgência não comporta a demanda crescente, principalmente neste período de inverno, quando aumentam os casos de viroses e doenças respiratórias.

Não se trata apenas de um desconforto. Estamos falando de vidas em risco. O que antes era um plano de saúde que transmitia segurança, agora se mostra ineficiente em sua função mais básica: garantir acesso digno e rápido à saúde.

Pagamos regularmente por um serviço que deveria oferecer agilidade, respeito e humanidade. No entanto, há relatos de consultas médicas sendo agendadas para três meses depois. É inaceitável.

Não se trata de atacar a instituição, mas de cobrar responsabilidade da direção da Unimed/SE. Os usuários merecem uma explicação clara e, sobretudo, soluções urgentes. Se a situação persistir, é inevitável que o Ministério Público seja acionado para intervir e garantir os direitos dos consumidores.

Com a palavra, a direção da Unimed Sergipe.

Aída Brandão
Jornalista

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