Hoje em dia, o turismo está se firmando cada vez mais, proporcionando aos turistas e à comunidade residente um entretenimento no qual há uma reciprocidade de valores, conhecimentos, cultura e espiritualidade. Em suma, é de fundamental importância dominarmos as informações nesse mundo em que a globalização impera e exige de todos nós uma responsabilidade consciente.
Com a expansão das atividades turísticas, pode-se viajar para qualquer parte do mundo, levando e trazendo na bagagem experiências e expectativas que podem ser engrandecedoras, enquanto o contato com os outros amplia nossos horizontes e habilidades até então desconhecidas.
Entretanto, quando falamos de turismo, ele está sempre consubstanciado a uma oferta diferenciada, que inclui os atrativos turísticos que nos beneficiam. Mas esquecemos de que, para obtermos esse produto, precisamos ter um senso de maturidade.
O que seria isso? A preservação do meio ambiente, que constitui o elo humano + natureza. O melhor meio para a harmonização desse binômio seria que os seres humanos percebessem que a natureza é vida ou, em outras palavras, que a destruição dessa ambiência significa o suicídio da própria humanidade. Transmitir essa forma de pensamento seria um exercício de memória para sabermos usufruir dos atrativos que ela oferece.
Cumprir algumas atividades de preservação faria com que os visitantes adquirissem regras e hábitos costumeiros de qualquer local, seja qual for. Jogar objetos no chão, como latinhas, papéis ou saquinhos plásticos, causa tensões e conflitos, sem falar na devastação de algumas áreas, que provoca danos irreparáveis à natureza. Assim, o que seria um atrativo torna-se ocioso, prejudicando a vinda de outros visitantes, bem como a vida da comunidade receptora.
Portanto, devemos construir o conceito de turismo sustentável, desenvolvendo a reciclagem, protegendo rios, cachoeiras e lagos — que compõem nosso ecossistema, intensificando campanhas de limpeza em praças e outros locais públicos e incentivando os turistas a utilizar corretamente os locais apropriados para o lixo.
É importante destacar que, no final de 2004, a humanidade sofreu com a catástrofe do tsunami no Oceano Índico, provocado por um forte terremoto próximo à costa de Sumatra, na Indonésia. Os efeitos da tragédia foram intensificados pela ação destrutiva do ser humano sobre o meio ambiente. No passado, a região litorânea contava com recifes de corais que funcionavam como barreiras naturais de proteção contra a força do mar. Entretanto, ao longo do tempo, esses corais foram gradativamente destruídos para dar lugar à criação de camarões e à construção de hotéis, reduzindo a capacidade natural de defesa da costa.
A natureza está em toda parte e disponibiliza ao homem toda a beleza de suas montanhas, animais, lagoas e cachoeiras. Por isso, temos que pensar no mundo na totalidade (macro), porque o equilíbrio entre a atividade humana, o desenvolvimento e a proteção ao ambiente exige responsabilidade.
Assim, devemos criar mecanismos que possibilitem o desenvolvimento de um planejamento adequado e sustentável, investindo na formação de cidadãos conscientes, visando à qualidade de vida para as futuras gerações e mantendo o equilíbrio social por meio das inter-relações.
O turismo sustentável pode ser definido como o não comprometimento da conservação dos recursos naturais e socioculturais do espaço visitado, reconhecendo explicitamente suas necessidades de proteção ambiental. Ele busca a manutenção de um equilíbrio entre diferentes eixos básicos nos quais se apoia: suportável ecologicamente, viável economicamente e equitativo socialmente. Tudo isso tendo em vista que os visitantes reconheçam que o turismo se sustenta em uma perspectiva ética e social.
Moni Praddo
Jornalista/ Colunista/escritora








