Prêmio Multishow 2025 destaca talentos sergipanos

O Rio de Janeiro recebeu, nesta terça-feira (9), mais uma edição do Prêmio Multishow, criado em 1994 para reconhecer artistas que se destacam ao longo do ano na música brasileira. A cerimônia deste ano reservou um espaço especial para Sergipe, que brilhou intensamente no palco.

Entre os premiados, Mestrinho se sobressaiu como um dos grandes talentos da música brasileira contemporânea. O instrumentista, cantor e acordeonista conquistou o prêmio de Instrumentista do Ano, e ainda levou outros três troféus ao lado dos cantores João Gomes e JP, com o projeto Dominguinho. Ele é motivo de orgulho para Sergipe, reconhecido pela façanha rara do domínio do arco-de-honor , técnica que poucos dominam,e por representar com profundidade a identidade e a riqueza cultural do povo sergipano. Sua trajetória é marcada pela autenticidade, pelo respeito às tradições nordestinas e por um amor declarado às raízes que moldaram sua arte. O reconhecimento no Multishow reforça não apenas seu valor individual, mas exalta Sergipe como terra de grandes músicos.

A presença sergipana no evento também se destacou em outras categorias. O cantor Natanzinho Lima foi indicado ao Brega do Ano, com a música “Sonho de Amor”, e ao Rocha do Ano, com “Me Apaixonei Nessa Morena”, reforçando a diversidade e a vitalidade da produção musical do estado.

O resultado deste ano evidencia uma cena artística vibrante e em plena expansão, que dialoga com o Brasil sem perder suas raízes e que, cada vez mais, ocupa um lugar de respeito no cenário nacional.

Moni Praddo é jornalista, colunista, curadora de arte, comunicadora e escritora apaixonada por palavras e encontros. Cronista e palestrante, também atua como terapeuta cognitivo-comportamental e musicoterapeuta formada pela Universidade Católica do Salvador (UCSAL). Pós-graduanda em comunicação e semiótica pela Universidade Iguaçu (UNIG). Entre viagens, livros, pesquisas e eventos, sempre com um bloquinho na mão, busca compreender o mundo e, acreditando que a vida pulsa de forma coletiva. Ativista literária e ambiental, defende a escrita como ferramenta de transformação social e como ponte para tocar a alma das pessoas.

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