Ricardo Marques: o homem que se recusou a desistir

Escrito por Prof. Leonardo Lisboa

O jornalista Ricardo Marques já deixou sua marca na história da comunicação sergipana. Foram quase 30 anos entrando nos lares sergipanos como âncora e apresentador dos maiores telejornais de Sergipe. Em 2020, decidiu entrar para a política. Foi eleito vereador de Aracaju e recebeu prêmios, medalhas e diversas honrarias pelo trabalho realizado durante seu mandato.

Em 2024, decidiu sacrificar uma reeleição praticamente certa e se somou ao projeto do PL para disputar a Prefeitura da capital. Foi eleito vice-prefeito de Aracaju com quase 166 mil votos, em uma vitória histórica que levou dois vereadores ao Poder Executivo. Aquele projeto de união e parceria entre Emília e Ricardo, porém, durou pouco. A prefeita rompeu com seu vice, exonerou pessoas, afastou antigos aliados e tirou Ricardo Marques de sua gestão. As razões para isso são distintas e variam conforme aquele que conta a história.

Chegamos a 2026. Ricardo Marques, que chegou a ser tratado como uma carta fora do baralho, conseguiu dar a volta por cima e acabou lançado por Flávio Bolsonaro como seu candidato a governador de Sergipe. No princípio, diziam as más línguas que ele estava na disputa como um laranja do atual governador. Depois, disseram que abandonaria a oposição em troca de cargos e promessas financeiras. Não aconteceu nem uma coisa, nem outra.

Ricardo seguiu firme em seu propósito e na missão de representar a mudança em Sergipe. Quando tudo parecia caminhar para uma eleição dentro da normalidade na medida do possível em uma disputa política, começou uma campanha de sabotagem, isolamento e tentativa de diminuir sua candidatura, não apenas por adversários, mas também por aqueles que deveriam ser seus aliados.

Em determinado momento, Ricardo Marques ouviu que sua candidatura não era prioridade. Dias depois da convenção que homologou seu nome ao Governo do Estado, a candidata a vice-governadora abandonou o projeto ao qual havia declarado lealdade e passou a apoiar, publicamente, um dos adversários de Ricardo na corrida ao Palácio dos Despachos.

E, quase como um golpe de misericórdia, o presidente estadual de seu partido decidiu não apoiar financeiramente sua campanha, retirando estruturas anteriormente prometidas, destinando recursos a candidatos adversários dentro do próprio grupo e criando dificuldades para aqueles que declaram publicamente apoio à candidatura de Ricardo.

Não me recordo de, na política sergipana recente, algum candidato a governador ter enfrentado tantas adversidades em tão pouco tempo.Mas há algo que chama ainda mais atenção: todas as narrativas construídas contra Ricardo Marques foram, uma a uma, perdendo força.

Hoje, resta um candidato que não desistiu. Não desistiu quando perdeu espaço. Não desistiu quando foi isolado. Não desistiu quando disseram que não era prioridade. Não desistiu quando aliados abandonaram o projeto. Não desistiu quando tentaram fazê-lo acreditar que sua candidatura não chegaria até o fim. Ricardo continuou.

E talvez seja justamente essa a parte mais importante dessa história: independentemente do resultado das urnas, que só conheceremos no dia 4 de outubro, Ricardo Marques já protagonizou uma das trajetórias de maior resistência política desta eleição. Porque algumas histórias são escritas pela vitória. Outras são escritas pela capacidade de não desistir quando tudo parecia perdido.

E essa é a história de Ricardo Marques.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *