A reta final da eleição para o Governo de Sergipe começa a revelar um personagem decisivo na matemática das urnas: Ricardo Marques (PL).
Terceiro colocado nas pesquisas, Ricardo aparece em levantamentos recentes com percentuais relevantes e em crescente, a AtlasIntel, por exemplo, registrou 14,4%, e seus votos podem ter influência direta sobre a existência ou não de segundo turno.
Mais do que isso, Ricardo ainda disputa um eleitorado estratégico: o dos sergipanos que votam no candidato presidencial Flávio Bolsonaro, mas que ainda não necessariamente transferiram essa preferência para a candidatura estadual do PL. A capacidade de aproximar esses votos pode alterar significativamente o cenário da disputa e ampliar o espaço ocupado por Ricardo.
A candidatura também atravessou momentos de tensão e mudanças na composição da chapa. Hoje, porém, Ricardo sustenta publicamente que sua aliança com o vice Érico Menezes está fortalecida.
O cenário representa uma mudança importante para quem, no início da disputa, chegou a ser tratado por alguns analistas como “carta fora do baralho”.
Ricardo não apenas permanece no jogo. O tamanho de sua votação pode ser determinante para definir se Sergipe terá segundo turno, e dependendo de sua evolução até as urnas, quem estará nele.
Na política, o baralho muda rápido. E a carta que alguns descartaram pode terminar como uma das peças centrais desta eleição.









