Prefeitura de Socorro realiza evento afro-religioso em alusão ao Aniversário da Cidade

Neste domingo, dia 2, a Prefeitura de Nossa Senhora do Socorro, por meio da Secretaria Municipal da Cultura (Semcult), realizou um evento afro-religioso em alusão aos 162 anos do município. A festividade voltada para os povos de terreiro e religiões de matriz africana aconteceu na avenida Ruy de Gomes Menezes (próximo ao Fórum), no Marcos Freire II, e contou com uma ampla programação, entre shows musicais e rituais religiosos.

Durante o evento, o público presente aproveitou apresentações artísticas e show de Patota do Zé, da cantora Ana Mametto, com seus sucessos que misturam cultura afro e a força do sagrado ancestral e ainda puderam visitar a Feira de Afro Empreendedorismo durante todo evento.

O vice-prefeito do município, Elmo Paixão, afirmou que a atual gestão mantém o compromisso de garantir espaço para todos. “Esta é a segunda edição do Samba de Caboclo. Isso mostra que respeitamos todas as religiões. Esta celebração de hoje faz parte do nosso aniversário da cidade, uma data escolhida pelos representantes que fazem parte do conselho. Estamos muito felizes em participar dessa festa tão bonita”, completou Elmo.

O secretário municipal da Defesa da Cidadania, Diogo Reis, disse que o Samba de Caboclo foi idealizado por representantes de casas de axé do município. Segundo ele, a atual gestão mantém diálogos constantes com esses representantes. O gestor relembrou também o Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), assinado pela atual gestão reconhecendo o Baobá como patrimônio cultural e ambiental, algo que a gestão anterior havia resistido.

“Ampliamos a programação para contemplar a consagração do Baobá, bem como o Toré da comunidade indígena que temos aqui no nosso município. E vale lembrar que os representantes participam ativamente da tomada de decisões junto com a administração municipal. Inclusive, essa data foi escolhida por eles, para contemplar também o Nagô, que antes estava em um momento festivo ”, detalhou Diogo.

Presidente do Conselho Municipal de Promoção da Igual Racial de Socorro, Lúcio Dias, destacou a participação ativa do Conselho em eventos que reúne os povos de religião de matriz africana. “Para combater o racismo e a intolerância religiosa é preciso entender a presença da cultura africana, da cultura indígena, dos ciganos. Para além da educação, também é fundamental estarmos inseridos no social, no direto de alimentação e estarmos presentes em eventos nesse sentido. A ideia é respeitar as diferenças. Esse evento é um passo importante para que possamos de fato fazer essa transformação social”, disse Lúcio. 

O babalossain do Axé bamirê Obá Fanide, e membro do terreiro ofaomi, Vinicius Pereira, relembrou sua luta em defesa do baobá desde 2019 e expressou sua emoção em ver que tudo deu certo e que agora está sendo consagrado. “Eu me sinto muito fortalecido. Valeu a pena a luta, os gastos e, às vezes, abrir mão de coisas para lutar por essa árvore. Hoje, o Baobá é um símbolo, um ponto de encontro, algo muito particular e especial para cada pessoa. Eu consegui chegar onde eu nem sabia que tinha que chegar. Essa missão surgiu em minha vida em 2019 e agora temos o primeiro Baobá tombado de Sergipe”, completou Vinicius.

Fonte: Secom Socorro

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