Evento destaca moda autoral e estratégias de visual merchandising

Foto: Consultora de imagem Nayara Oliveira
No período de 9, 11 e 12 de abril, realizou-se o curso “Moda Autoral, Tendências e Visual Merchandising”. O evento teve como objetivo a análise de tendências, o desenvolvimento de moda autoral e a aplicação de estratégias de VM (Visual Merchandising). Foi ministrado pela consultora de imagem Nayara Oliveira, que possui cinco anos de atuação com foco em varejo, marca pessoal e visual merchandising. Ela apresenta uma abordagem que une teoria e prática, voltada para quem busca desenvolver um olhar mais estratégico e criativo na moda.
Durante o curso, houve troca de experiências, histórias, aprendizados e saberes, além de uma interação próxima entre Nayara e as participantes, o que tornou o momento ainda mais enriquecedor. Mais do que ensinar conceitos, a proposta foi provocar reflexões: você já ouviu falar sobre moda autoral? Enquanto o mercado da moda se torna cada vez mais competitivo, a indústria passa a exigir uma produção rápida e em massa, impulsionando o consumo desenfreado, um cenário típico das marcas fast fashion.

Foto: Consultora visual merchandising Nathana Cimadon
Em contrapartida, a moda autoral surge como uma alternativa potente, com um jeito único, singular e experimental. Como destaca a consultora Nayara Oliveira: “Eu acredito que a moda autoral surge quase como um respiro, uma forma de resistência e, ao mesmo tempo, de expressão genuína.
É por meio dela que conseguimos contar histórias reais, trazer identidade, propósito e verdade para o que estamos criando.”

Esse movimento vem ganhando força por dialogar diretamente com o consumo consciente e propor novos modelos de negócio que valorizam tanto o processo criativo quanto o produto final. Por trás de cada peça confeccionada, existem histórias, afetos, identidade, emoção e intenção; cada detalhe carrega significado.
A moda ecoa histórias, territórios, propósitos, linguagens e impactos. Valorizar o autoral é reconhecer a capacidade humana, suas habilidades, talentos e toda a construção simbólica envolvida. Ao vestir uma peça autoral, não se trata apenas de estética: trata-se de sentir, de se reconhecer, de se expressar.

Além do processo semiótico, o visual merchandising tem ganhado visibilidade por proporcionar ao consumidor experiências singulares, muitas vezes inéditas. Ambientes sensoriais geram estímulos e provocam emoções por meio da imagem projetada.
Como destaca Nayara Oliveira: “É nesse contexto que o visual merchandising entra como uma extensão dessa narrativa. Para mim, ele não é apenas estética ou organização de vitrine, mas uma ferramenta poderosa de conexão. É o primeiro contato, o convite, a forma como aquela identidade se traduz visualmente e emociona quem vê.”
Para quem deseja aprofundar seus conhecimentos em moda autoral, identidade, tendências e visual merchandising, novas edições do curso estão previstas, uma iniciativa que busca reforçar e valorizar a moda autoral baiana e nordestina.


Moni Praddo é jornalista, colunista, curadora de arte, comunicadora e escritora apaixonada por palavras e encontros. Cronista e palestrante, também atua como terapeuta cognitivo-comportamental e musicoterapeuta formada pela Universidade Católica do Salvador (UCSAL). Pós-graduada em comunicação e semiótica pela (UNIG), Pós-graduanda em jornalismo (UNIG). Entre viagens, livros, pesquisas e eventos, sempre com um bloquinho na mão, busca compreender o mundo e acreditando que a vida pulsa de forma coletiva. Ativista literária e ambiental, defende a escrita como ferramenta de transformação social e como ponte para tocar a alma das pessoas.









