Prevenir agravamentos e garantir assistência rápida à população é o foco das ações em saúde durante o período de circulação de vírus respiratórios. Para enfrentar o cenário típico da sazonalidade, Prefeitura de Aracaju, por meio da Secretaria Municipal da Saúde (SMS) de intensificou o monitoramento epidemiológico, ampliou a vacinação e descentralizou o atendimento para pacientes com sintomas respiratórios em toda a rede de atenção básica.
Dados do Sistema de Informação de Vigilância Epidemiológica da Gripe (SIVEP-Gripe) apontam redução de casos no período sazonal entre 2024 e 2025. Foram registrados 2.792 casos de síndromes respiratórias no ano de 2024, com destaque para 970 ocorrências de rinovírus, 737 de Vírus Sincicial Respiratório (VSR) e 766 de Influenza. Já em 2025, o número caiu para 1.338 casos, sendo 585 de rinovírus, 273 de VSR e 399 de Influenza.
Apesar da redução, a vigilância segue acompanhando os casos. Em 2026, já foram registrados 227 casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), que é quando a gripe ou outra infecção respiratória evolui para um quadro mais grave, com febre alta, dificuldade para respirar e necessidade de internação hospitalar. As notificações se concentram principalmente em crianças pequenas, especialmente entre 1 e 4 anos, além de lactentes e crianças em idade escolar.
De acordo com a coordenadora da Vigilância em Saúde, Duanne Marcele, diversas estratégias foram adotadas a fim de contornar o período da sazonalidade. Entre as medidas, está a descentralização do atendimento para sintomas respiratórios. Atualmente, as 45 unidades de saúde de Aracaju realizam acolhimento, avaliação clínica e testes para identificação de vírus respiratórios.
“A mudança facilita o acesso da população ao atendimento, permite diagnóstico mais rápido e melhor acompanhamento dos casos. Atualmente, qualquer pessoa com sintomas respiratórios pode procurar a unidade de saúde mais próxima de casa. Nessas unidades, os pacientes passam por avaliação clínica e, quando necessário, realizam testes como o teste rápido para Covid-19 ou o RT-PCR, considerado padrão-ouro para identificar os vírus circulantes”, explicou.
Outra ação implementada é a ampliação da proteção contra o VSR. A vacina para gestantes a partir da 28ª semana de gravidez passou a ser ofertada no município, estratégia que protege os bebês ainda nos primeiros meses de vida. Bebês prematuros e crianças com comorbidades também passaram a contar com o nirsevimabe no Sistema Único de Saúde (SUS), imunizante indicado para prevenir casos graves de bronquiolite.
Duanne alerta para a importância de buscar atendimento logo nos primeiros sinais de agravamento. “Sintomas como febre alta persistente, dores no corpo ou dificuldade para respirar devem motivar a procura imediata por assistência em uma unidade de saúde, sem esperar que o quadro se agrave”, reforçou. Para casos que necessitam de atendimento hospitalar, os hospitais municipais Fernando Franco e Dr. Nestor Piva seguem como referência para acolhimento, situações emergenciais e internações.
A vigilância epidemiológica também acompanha o comportamento dos vírus após grandes eventos. Historicamente, observa-se aumento de casos após o período do carnaval, o que exige atenção do sistema de saúde. “Atualmente, não há aumento significativo de casos entre crianças, mas sim entre adultos jovens, com predominância da Influenza A entre os vírus identificados”, salientou.
Diante do cenário epidemiológico, a Secretaria Municipal da Saúde reforça a importância de manter a vacinação em dia e adotar medidas de etiqueta respiratória para quem está gripado, a fim de se evitar a disseminação de vírus respiratórios. Higienizar frequentemente as mãos, usar máscara, evitar aglomerações durante surtos e buscar atendimento em uma unidade de saúde em caso de agravamento dos sintomas são essenciais para conter a proliferação.
Fonte: AAN








