A Prefeitura de Nossa Senhora do Socorro, por meio da Secretaria Municipal da Saúde (SMS), divulga os resultados do primeiro Levantamento Rápido de Índices para Aedes aegypti (LIRAa) de 2026. O novo levantamento indica que o município passou de baixo para médio risco de infestação, conforme os parâmetros estabelecidos pelo Ministério da Saúde. Entretanto, a maioria dos bairros segue com baixo risco.
O estudo apontou um Índice de Infestação Predial (IIP) de 1,0%, acima do registrado no 6º LIRAa de 2025, que foi de 0,8%. Apesar do aumento, os dados demonstram que o município segue com a maioria de suas localidades em situação de baixo risco, resultado das ações permanentes de vigilância, controle e mobilização social.
De acordo com a coordenadora da Vigilância Epidemiológica do município, Viviane Correia, a alteração na classificação reforça a importância da manutenção das ações preventivas e do monitoramento constante, especialmente no início de um novo ciclo anual, período que tradicionalmente exige atenção redobrada no enfrentamento ao mosquito.
“Mesmo com o aumento do índice, seguimos monitorando de perto todas as áreas do município. O LIRAa é uma ferramenta fundamental para orientar e fortalecer nossas ações de prevenção e controle. A participação da população é essencial nesse processo, por meio da eliminação de focos e da colaboração com o trabalho das equipes de saúde. Reforçamos que a prevenção é uma responsabilidade compartilhada e que o engajamento de todos é decisivo para manter o município protegido contra a dengue, zika e chikungunya”, destacou.
Em relação ao 6º LIRAa de 2025, o levantamento atual mostra alterações na distribuição das áreas por classificação de risco. As localidades consideradas de alto risco apresentaram leve redução, passando de 3,5% para 3,4%. Já os bairros classificados como médio risco aumentaram de 17,2% para 27,6%, enquanto as áreas de baixo risco reduziram de 79,3% para 69,0%.
No levantamento atual, apenas Taiçoca de Dentro foi classificada como área de alto risco, com índice de 3,4%. As localidades enquadradas como médio risco são Nossa Senhora de Fátima, Guajará, Palestina, Taiçoca de Fora, São Brás, Parque dos Faróis, Albano Franco e Jardim.
A maior parte do município permanece em situação de baixo risco, abrangendo os bairros Piabeta, Novo Horizonte, Marcos Freire I, Cajueiro, Marcos Freire II, João Alves, Pai André, Santa Cecília, Palmares, Sobrado, Sede, Porto Grande, Fernando Collor, Mutirão, Maria do Carmo, Vanúzia Franco, Marcos Freire III, povoado São Brás, Parque São José e Seixas Dórea.
Principais focos do mosquito
A análise dos criadouros identificados durante o levantamento mostra que a maioria dos focos do Aedes aegypti ainda está relacionada ao armazenamento inadequado de água, responsável por 79,2% dos registros. Outros 8,3% foram encontrados em vasos, frascos, pratos e garrafas retornáveis, enquanto 8,3% correspondem a ralos, sanitários em desuso, piscinas não tratadas e cacos de vidro em muros. Já 4,2% dos focos estavam em pneus, materiais rodantes, lixo e sucatas.
Orientações à população
Para evitar o avanço da infestação, a Secretaria Municipal da Saúde reforça a importância de medidas simples no dia a dia, como manter caixas d’água e tonéis bem tampados, eliminar água parada de pneus e garrafas, manter calhas limpas, guardar recipientes com a boca virada para baixo e substituir a água de vasos por terra.
Fonte: Secom Socorro









