
Arte, emoção e poesia tecem tarde inspiradora no IGHB
Na tarde da última sexta-feira, o Instituto Geográfico e Histórico da Bahia foi cenário de mais uma inspiradora edição do Sarau Lítero-Musical do Clube dos Poetas da Bahia, presidido por Romário Filho e sob a coordenação e produção da poetisa Sheilla Cerqueira. O encontro reuniu escritores, músicos e amantes da arte em um ambiente de partilha, emoção e encantamento.
Entre os momentos mais marcantes, destacou-se a participação da jornalista, escritora e poetisa Mônica Prado, que comoveu o público ao declamar seu poema “Tear”. Em versos delicados e profundos, a autora prestou homenagem às mulheres artesãs — bordadeiras, fiandeiras e tecedeiras, símbolos de paciência, resistência e beleza.
Mônica relembrou com afeto as próprias origens, evocando a mãe e a avó, mestras do tear, e transformando memória e afeto em poesia. Sua fala reforçou a importância de valorizar o trabalho manual feminino, guardião de tradições e expressões culturais brasileiras.

Reconhecida no cenário literário baiano por sua escrita sensível e pela defesa do feminino, Mônica Prado emocionou o público ao destacar a arte como fio que une gerações e preserva identidades.
O sarau, conhecido por seu microfone aberto, também contou com declamações espontâneas, leituras autorais e interpretações de clássicos. A atmosfera foi enriquecida pela presença de diversos poetas, escritores e autores independentes, que compartilharam suas criações e emoções com o público. A atmosfera foi enriquecida pela presença de diversos poetas, escritores e autores independentes, que compartilharam suas criações e emoções com o público. A música completou o espetáculo com a presença do músico, poeta e compositor Nilson Aquino, que encantou os presentes com sua performance cheia de lirismo.
Em tempos em que a pressa do cotidiano ameaça silenciar o sensível, o Sarau Lítero-Musical do Clube dos Poetas da Bahia reafirmou o poder do encontro, da arte e da palavra compartilhada, lembrando que, assim como no tear, é no entrelaçar dos fios que se constrói a beleza da vida.

Moni Praddo é Jornalista baiana, poeta e escritora, terapeuta integrativa e complementar (UFBA), atua também como colunista em revistas e jornais. e empresária da moda. É jornalista internacional e também jornalista de moda, levando sua voz a diferentes cenários culturais.
Bacharel em Musicoterapia pela UCSAL, acumula 27 anos de experiência em terapias geriátrica, neurológica e gestacional. Aos 28 anos, vivenciou um despertar espiritual que impulsionou sua jornada de autotransformação marco fundamental em sua trajetória.
Sua escrita é inspirada pela espiritualidade, cosmologia, a natureza e seus elementos. Utiliza a poesia como forma de inspirar relações mais saudáveis e conscientes, sendo uma voz ativa na transformação do mundo. Entre viagens, livros, pesquisas e eventos, sempre com um bloquinho na mão, busca compreender o mundo e, acreditando que a vida pulsa de forma coletiva. Ativista literária e ambiental, defende a escrita como ferramenta de transformação social e como ponte para tocar a alma das pessoas









