Atriz Isis Broken, de “No Rancho Fundo”, vive nova fase na carreira e estreia em filme

Nascida em Sergipe, Isis Broken é atriz e cantora. Em 2024, ganhou destaque nacional ao estrear em sua primeira novela, “No Rancho Fundo”, exibida às 18h na TV Globo. Sua participação marcou um momento histórico para a televisão brasileira, ao integrar um elenco que simboliza a presença de artistas trans em todas as faixas de horário da emissora.

Bisneta de coiteiro de Lampião e neta de repentista e cordelista, Isis carrega em sua trajetória uma forte herança cultural. Ela iniciou sua carreira artística cantando em uma banda de garagem com seus tios, e desde então vem trilhando um caminho potente na música e na atuação.

Após ouvir de diversas pessoas e reconhecer o tamanho do seu talento, a artista procurou um produtor para seguir na carreira como cantora. Depois de algumas negativas, lançou o primeiro videoclipe de sucesso, chamado “Clã”, gravado apenas com um aparelho celular, que lhe rendeu mais de 27 prêmios no Brasil e no exterior. A produção ganhou o prêmio de melhor videoclipe nacional pelo “Festival de Cinema de Vitória”,  um dos maiores festivais de cinema do país, além do prêmio no MVF, o Music Video Festival, que é uma das maiores premiações de videoclipes do país, onde concorreu com nomes como  Criolo, Urias e Elza Soares. Além de ganhar prêmios na Itália, Londres, Portugal, Estados Unidos e Colômbia.

Na atuação, tudo aconteceu de forma repentina, mas era algo que já fazia parte do seu cotidiano, pois estava  habituada às câmeras ao gravar seus vídeos e clipes. Quando recebeu o convite da Globo para atuar, Isis decidiu iniciar um curso de atuação oferecido pela emissora e logo conseguiu seu primeiro papel, dando vida a personagem Mateusa, na minissérie ‘Histórias Impossíveis’, do Globoplay. Após focar em mais cursos de atuação, Isis fez o teste para o seu novo papel, Corina Castello, uma mini vilã carismática, na novela “No Rancho Fundo”, conquistando mais um importante destaque em sua carreira de atriz, em um momento único da TV brasileira para artistas trans.

“Ser Corina Castello pra mim foi uma potência muito forte, principalmente pelo arco principal dela não ser uma mulher trans. Ser uma atriz trans não me restringe a interpretar apenas personagens trans, e Corina exemplifica isso. É importante que atores e atrizes trans também tenham a oportunidade de interpretar papéis que vão além dessa narrativa.  Ao mesmo tempo, é essencial abordar a questão da transgeneridade em novelas, pois isso contribui para um ajuste social necessário”, revela Isis.

Além da atuação e música, Isis também se dedica ao papel de mãe de Apolo, filhe  fruto de um relacionamento transcentrado, no qual o pai, que é um homem trans, engravidou. Eles gravaram um clipe, que se chama “Um Rock, Um Roubo, Um Love com Você”, que foi gravado apenas um dia antes do nascimento de Apolo, tornando-o o primeiro videoclipe da história a ter um homem grávido. Hoje, Isis é uma voz potente na luta contra o preconceito e  pelo reconhecimento na maternidade travesti, uma causa que se tornou ainda mais significativa devido às experiências de transfobia que enfrentou em Sergipe antes de se mudar para São Paulo. Desde sua infância, marcada pela intolerância e discriminação, até sua vida adulta, quando o preconceito a impediu de concluir seus estudos na faculdade, e durante a gestação do pai de Apoloo. Na época, foram  praticamente forçado a deixar o estado, pois não conseguiam receber o atendimento médico necessário. 

Em 2024, a artista esteve envolvida em diversos projetos além da novela. Um deles é a edição de um documentário sobre Apolo, que narra a história de um casal trans durante a gestação de seu filhe, com co-direção de Tainá Müller. Além disso, Isis lançou seu segundo álbum, intitulado “Orquestra Sinfônica das Cachorras de Rua”, um trabalho que explora uma faceta mais sensual, inspirado por suas vivências na região Sudeste do país. O disco contrasta com seu projeto anterior, “Bruxa Cangaceira”, um manifesto trans, nordestino e político.

Para este ano, Isis retorna às telas gravando o longa-metragem “Borda do Mundo”, seu primeiro trabalho em filme, com estreia prevista para 2026. No filme independente, ela interpreta Nayara, uma pescadora que integra uma cooperativa de mulheres em Atafona, onde trabalha vendendo peixe na peixaria da cidade ao lado de mais três companheiras.

Fonte: Assessoria de Imprensa

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